Simplesmente seguir juntos. A gente é que escolhe os companheiros da viagem, deixando as historias acontecerem. Infinitas enquanto existirem. Uma conexao é algo sobrenatural. Pensando na luz que volta a se propagar no meio de origem, fenomeno chamado pela física de reflexao, percebo que tudo que vejo em voce, existe em mim. Quem disse que humanos nao sao estrelas?
MIRABILIA
maravilha
20150129
MAGNETO
Seu campo magnetico ainda me alcanca. Seria algo como o Sol. Mesmo a milhoes de kilometros de mim, eu sinto o calor dele no meu corpo. Quem disse que humanos nao sao estrelas? Sua luz me envolve, vestigios de um encontro, uma conjuncao. Prolongo todos os momentos, o corpo nao esquece. A alma pede. Invoco a Lua, as arvores, o rio. A natureza é viva, e desde sempre escuta. E transforma. Quero ser seu caminho. Te elevar. Mudar a sua forma. Te nutrir. Trazer sua intuicao. Trazer cura. Te fazer criar. Te expandir. Te libertar.Te mostrar a profundidade, e o milagre de tudo que nos cerca.
20110321
20091114
Dilacerada
A amargura que nasce em mim parece irradiar com lancas por minha pele. Nao quero aceita-la e muito menos vive-la. Nao ha lugar para isso agora. A Sensacao enfadonha, insistente e obstinada continuamente me domina. Parece inutil lutar, o desgosto se torma maior do que tudo ao meu redor. Anoiteco. Sinto lagrimas asperas e uma grande mancha perseverando sobre todo brilho que ja enxerguei. Corro contra o peso e a escuriadao mas pareco sem escape. Profundamente aflita, nao importa mais nada. Eu sou meu proprio veneno. Sombra, lacuna, asfixia. A falta, sim a eterna falta, que como desejos impossiveis de serem domados possuem minha alma, torturando-me em intensidades imensuraveis. Espero nao machucar meus companheiros com tanta ambivalencia no coracao. Nao quero o lixo dentro.
Quero a claridade de um astro. E a paz de espirito, a minha maior utopia.
Linger on
meu espirito conserva imagens que voltam sempre.
dia ou noite, em devaneios sem controle vejo vir a tona esperanças vãs.
musica, livro, filme, sonho. E como em codigos, subentendo suas frases.
Nunca me livrei da fascinação, do encantamento e da tontura que me invadia durante meses ao seu redor.
Ainda nao sei de mim, procuro a serenidade promovendo desordens. é , ainda sou assim. So que agora com fragmentos poeticos seus, cravados e vivos dentro de mim.
20090916
Prova
sigo desbravando paredes diarias, agora de concreto.
no momento em que achei que levantava voo, senti a corrente.
mesmo sendo cuidada por um virtuoso homem, de alma majestosa pura e forte,
pude sentir minha propria densidade cotidianamente oprimindo o que resta da minha razao.
me levando a caminhos tortuosos, me sinto como o minotauro, no labirinto que o devora em uma viagem interior sem fim.
nesse momento paro : eu sigo minha bem aventuranca. Aprendi a respirar. E lembrar que Fernado Pessoa ja me disse em um poema "Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer."
faco uma prece a deus, penso no meu santuario verde do outro lado do oceano, olho para o coracao mais genuíno que ja conheci, e digo: estamos juntos.
20090406
desfragmentação às 6:40
O sono nao chega nunca. Se chega, acaba rápido. Que criatura teria tanta preocupação que, considerasse o ato de dormir uma coisa praticamente inacessível? Associava dormir a um tipo de entrega, dessas que se faz de olhos fechados, e venha o que vier. Era isso que a sitiava? Estava presa em sua própia inquietação de espírito e não conseguia passar para o lado de lá.
Podia ser compatível com excesso de desejos. Cada dia, partido em horas, que se partiam em minutos, tinham significação e, exigiam racíocinio especifico. Já era automático. Estranho colocar desejo e raciocínio na mesma frase, já que a incompatibilidade entre os dois é descarada. Mas era essa mistura que parecia gerar toda a insensatez.
Não era justo, não conseguir entregar o corpo a um descanso e passar o dia com os olhos pesados, por causa da fadiga gerada por desejos incompreensíveis e inomináveis. Seriam todos assim? Outro erro. Que vício desnecessário era esse, a comparação. Tinha se apropriado dessa obsessão desde que começou pensar. E isso só paralisava, deixando-a correndo como atrás, ou em círculos, como se o progresso pessoal fosse uma utopia. Era isso. A utopia da definição individual e da conquista que seria prosperar em alguma atividade.
Além disso não podemos deixar de falar do amor. Essa graça que vem permeando os corações humanos também representava uma boa perda de sono diário. Quando desejava alguém era impossível conter os pensamentos enérgicos, impetuosos e as fantasias romanticas e mirabolantes que pareciam brotar como flores em sua cabeça. A frase que mais gostava era quando Mr. Darcy fala, numa mistura de alívio e confissão, 'I Love you....Most Ardently' para Lizzie, na história de Jane Austen. Gostava do ardently. Se identificava com a veemencia e o ardor, que a faziam dela uma pessoa desassossegada.
Era essa sua natureza. Incandescente, arrebatada por qualquer micro sentimento ou pensamento cotidiano. Grande para as coisas que não se pode nomear, subjetivas e complexas, e, pequena para as coisas práticas, lógicas e nítidas.
Podia ser compatível com excesso de desejos. Cada dia, partido em horas, que se partiam em minutos, tinham significação e, exigiam racíocinio especifico. Já era automático. Estranho colocar desejo e raciocínio na mesma frase, já que a incompatibilidade entre os dois é descarada. Mas era essa mistura que parecia gerar toda a insensatez.
Não era justo, não conseguir entregar o corpo a um descanso e passar o dia com os olhos pesados, por causa da fadiga gerada por desejos incompreensíveis e inomináveis. Seriam todos assim? Outro erro. Que vício desnecessário era esse, a comparação. Tinha se apropriado dessa obsessão desde que começou pensar. E isso só paralisava, deixando-a correndo como atrás, ou em círculos, como se o progresso pessoal fosse uma utopia. Era isso. A utopia da definição individual e da conquista que seria prosperar em alguma atividade.
Além disso não podemos deixar de falar do amor. Essa graça que vem permeando os corações humanos também representava uma boa perda de sono diário. Quando desejava alguém era impossível conter os pensamentos enérgicos, impetuosos e as fantasias romanticas e mirabolantes que pareciam brotar como flores em sua cabeça. A frase que mais gostava era quando Mr. Darcy fala, numa mistura de alívio e confissão, 'I Love you....Most Ardently' para Lizzie, na história de Jane Austen. Gostava do ardently. Se identificava com a veemencia e o ardor, que a faziam dela uma pessoa desassossegada.
Era essa sua natureza. Incandescente, arrebatada por qualquer micro sentimento ou pensamento cotidiano. Grande para as coisas que não se pode nomear, subjetivas e complexas, e, pequena para as coisas práticas, lógicas e nítidas.
ventura
Desde pequena sabia que passava uma grande parte do dia como refém de devaneios. Constantemente se entregava aos caprichos da imaginação e por ali ficava. Algumas vezes chegava a ficar em dúvida do que podia realmente fazer no plano do que existia de fato. Rezava, pedidndo objetividade. Tal caracteristica da qual se sentia desprovida, parecia ser o centro do furacão que tirava seus pés do chão diariamente. A falta de direção se unia ao excesso de interesses que as coisas lhe despertavam, e era possível que a cada dia uma paixão nova aparecesse para ela. Na verdade, podemos dizer que era uma pessoa que se encantava com qualquer pequena descoberta cotidiana. Parecia ser tomada por pequenas epifanias,e o que as mais banais das criaturas achassem ordinário, para ela era estravagante, maravilhoso e memoravél.
Talvez isso lhe fizesse uma pessoa rara. Com certa doçura. Mas viver nesse mundo de lampejos brilhantes acerca da vida também tinha seus buracos negros. Do mesmo modo que era envolvida pela admiração e exaltação das vivências rotineiras sentindo-se muitas vezes enlevada, subitamente tudo mudava de lugar. Sua visão e pensamento perdiam a limpidez e o brilho, e ela passava a acreditar em coisas nocivas. Que transgressão era essa. Já estava indo além do que era permitido, então só podia dar nisso : ruína. A maior conquista seria não entrar nessa onda de pensamentos prejudiciais. Mas era muitas vezes como uma idéia impertinente, uma perseguição insistente da qual ela não conseguia fugir.
Gostava tanto do outro pólo! Ah, a luz, a vivacidade, o esplendor. Ostentava com prazer a magnificência. Os dias tinham cores inéditas, o por do sol excepcional, o verde cada vez mais verde, as rosas, os crisântemos, as borboletas com suas asas coloridas e brilhantes, os livros (estes eram os que lhe mostravam as direções a serem seguidas), as palavras sempre primorosas aos seus ouvidos ...A imensidão do mar azul,as florestas, o mistério que movia sua fé e fazia dela uma pessoa que acreditava no amor. Eram essas as coisas que importavam e que tinham que perdurar. Para isso sabia que não podia perder a coragem. A firmeza de espírito trazia grandes reconpensas. E assim ela ia entre incertezas e valentia, pensando que como Cecília Meirelles tinha aprendido com a primavera a se deixar cortar e voltar sempre inteira.
Talvez isso lhe fizesse uma pessoa rara. Com certa doçura. Mas viver nesse mundo de lampejos brilhantes acerca da vida também tinha seus buracos negros. Do mesmo modo que era envolvida pela admiração e exaltação das vivências rotineiras sentindo-se muitas vezes enlevada, subitamente tudo mudava de lugar. Sua visão e pensamento perdiam a limpidez e o brilho, e ela passava a acreditar em coisas nocivas. Que transgressão era essa. Já estava indo além do que era permitido, então só podia dar nisso : ruína. A maior conquista seria não entrar nessa onda de pensamentos prejudiciais. Mas era muitas vezes como uma idéia impertinente, uma perseguição insistente da qual ela não conseguia fugir.
Gostava tanto do outro pólo! Ah, a luz, a vivacidade, o esplendor. Ostentava com prazer a magnificência. Os dias tinham cores inéditas, o por do sol excepcional, o verde cada vez mais verde, as rosas, os crisântemos, as borboletas com suas asas coloridas e brilhantes, os livros (estes eram os que lhe mostravam as direções a serem seguidas), as palavras sempre primorosas aos seus ouvidos ...A imensidão do mar azul,as florestas, o mistério que movia sua fé e fazia dela uma pessoa que acreditava no amor. Eram essas as coisas que importavam e que tinham que perdurar. Para isso sabia que não podia perder a coragem. A firmeza de espírito trazia grandes reconpensas. E assim ela ia entre incertezas e valentia, pensando que como Cecília Meirelles tinha aprendido com a primavera a se deixar cortar e voltar sempre inteira.
genuino
Se de tudo e mais um pouco pretendo viver
quero sua serenidade perene.
Paulatinamente nos misturamos, temos o mesmo tempo.
Faisca, corisco, relampagos.
Voce, tao resplandecente faz minhas noites com deleite.
doçura florecente, coisa rara, espero que para sempre.
quero sua serenidade perene.
Paulatinamente nos misturamos, temos o mesmo tempo.
Faisca, corisco, relampagos.
Voce, tao resplandecente faz minhas noites com deleite.
doçura florecente, coisa rara, espero que para sempre.
20090206
Lispector
"Sou assombrada pelos meus fantasmas, pelo que é mítico e fantástico - a vida é sobrenatural. E eu caminho em corda bamba até o limite de meu sonho. As vísceras torturadas pela voluptuosidade me guiam, fúria dos impulsos. Antes de me organizar, tenho que me desorganizar internamente. Para experimentar o primeiro e passageiro estado primário de liberdade. Da liberdade de errar, cair e levantar-me."
20090126
estorvo
Sigo tentando alcançar-te
translucidas e selvagens forças me impedem
na minha cabeça conversamos sempre
sombrio desconsolo, ausencia dolente
Me atiro ao limbo, pois ja não sei mais meu valor
revirada e dividida circulo o infinito
Com lagrimas doces e suspiros leves
Comprimento meu mundo onírico
E percorro veredas primitivas que levam somente a mim mesma.
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MAGNETO
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