20091114

Dilacerada

A amargura que nasce em mim parece irradiar com lancas por minha pele. Nao quero aceita-la e muito menos vive-la. Nao ha lugar para isso agora. A Sensacao enfadonha, insistente e obstinada continuamente me domina. Parece inutil lutar, o desgosto se torma maior do que tudo ao meu redor. Anoiteco. Sinto lagrimas asperas e uma grande mancha perseverando sobre todo brilho que ja enxerguei. Corro contra o peso e a escuriadao mas pareco sem escape. Profundamente aflita, nao importa mais nada. Eu sou meu proprio veneno. Sombra, lacuna, asfixia. A falta, sim a eterna falta, que como desejos impossiveis de serem domados possuem minha alma, torturando-me em intensidades imensuraveis. Espero nao machucar meus companheiros com tanta ambivalencia no coracao. Nao quero o lixo dentro.
Quero a claridade de um astro. E a paz de espirito, a minha maior utopia.

Linger on

meu espirito conserva imagens que voltam sempre.
dia ou noite, em devaneios sem controle vejo vir a tona esperanças vãs.
musica, livro, filme, sonho. E como em codigos, subentendo suas frases.
Nunca me livrei da fascinação, do encantamento e da tontura que me invadia durante meses ao seu redor.
Ainda nao sei de mim, procuro a serenidade promovendo desordens. é , ainda sou assim. So que agora com fragmentos poeticos seus, cravados e vivos dentro de mim.

MAGNETO

Seu campo magnetico ainda me alcanca. Seria algo como o Sol. Mesmo a milhoes de kilometros de mim, eu sinto o calor dele no meu corpo. Quem ...